Pela Manutenção da Maternidade do Hospital de Castelo Branco
Comunicado lido e entregue aos Órgãos de Comunicação Social na Conferência de Imprensa do dia 20/03/2006 à porta do Hospital Amato Lusitano
Somos um grupo de cidadãos de Castelo Branco que se constituiu de forma voluntária, no sentido de demonstrar e mobilizar os nossos concidadãos, para a defesa da maternidade de Castelo Branco. Com esta iniciativa pretendemos dar início a um movimento que pretende juntar todos aqueles que partilham da preocupação provocada pelas recentes notícias da área da saúde, nomeadamente, o possível encerramento deste serviço tão importante para a região. Queremos que este movimento seja o mais abrangente possível, que consiga mobilizar pessoas dos vários quadrantes políticos e de todas as forças vivas da região.
O Ministério da Saúde anunciou em despacho recente o encerramento de blocos de partos no Serviço Nacional de Saúde justificando não existirem condições de segurança nos partos praticados, e também pelo facto de existir défice a nível de recursos humanos (enfermeiros e médicos das especialidades de obstetrícia e ginecologia).
O estudo do Ministério da Saúde fez-se à medida das conclusões que já se adivinhavam muito antes de ser realizado: O FECHO DE MATERNIDADES E A CONCENTRAÇÃO DE SERVIÇOS, numa lógica puramente economicista, quando para nós a única conclusão que se poderia tirar de um estudo que aponta falhas a nível técnico e humano, era a de colmatar essas deficiências e nunca de encerrar um serviço de saúde. Para nós a lógica está invertida. Tanto mais que, encerrar um serviço desta natureza, pode tornar-se irreversível, perdendo os habitantes desta região uma valia muito importante para o seu bem-estar e para a sua qualidade de vida e até para o futuro da região.
No despacho que foi apresentado pelo Ministério da Saúde há alguns dias atrás, diz-se que são garantidas melhores condições de transporte para as grávidas e seus recém-nascidos. E nós perguntamos como isso é possível, num distrito que possui uma rede de vias de comunicação deficientes, onde ainda existem localidades que não possuem estrada alcatroada, ou então todas aquelas que são servidas por traçados sinuosos.
O interesse na manutenção das maternidades, seja em Castelo Branco, seja em todo o Interior, não é para nós uma manifestação de puro bairrismo bacoco, mas sim uma prova viva de demonstrar a grave situação que é a perda de diversos serviços sociais essenciais para o bem-estar das populações do Interior e pela mais-valia que têm representado até agora na forma de atenuar as assimetrias regionais existentes em Portugal.
Esta acção simples tem como objectivos:
- Divulgar o Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde de Castelo Branco.
- Divulgar o Lançamento de um Abaixo-assinado contra o encerramento da Maternidade;
